Relação é movimento

Se relacionar, seja amorosamente ou não, é uma ação em direção a alguém: rel(ação), inter(ação), ou seja, envolve agir dentro de um determinado contexto para com o outro. Visto isso, qual é então o caminho que você busca seguir dentro das suas relações? Para quê você age? O que te motiva?

Relações sem sentido, não só na lógica, mas no sentir, nos gera um vazio e uma perda de esperança na vida. O quanto você tem se negligenciado? Não reconhecendo o que é negociável ou não para você dentro das relações. Isso pode levar a comportamentos de não conseguir dizer não ao outro, não impor os limites necessários, se sentindo sobrecarregada/desgastada nos relacionamentos.

O que é valoroso para ti dentro de uma relação? Eu sei que o medo da perda vem, o medo de estar só, pois quando adentramos no processo de (auto)conhecimento e nos posicionamos na relação com o outro a tendência é que muitas pessoas se vão, algumas ficam, mas outras significativas chegam. No entanto, não é um processo linear, é espiral, é cheio de idas e vindas, sobe e desce – o que nos exige confiar no processo, no tempo das coisas, ter paciência conosco, com o outro e com o tempo que cura! Quando aprendemos a nos amar, em todas as nossas partes “boas” e “ruins”, conseguimos estar mais confortáveis na nossa presença, na solitude, e assim o estar com o outro é genuíno e não tão dependente.

O que posso lhe dizer é: vale a pena renunciar aos outros para abraçar a si! A única pessoa que está contigo desde que você nasce até o momento em que você morre é VOCÊ! Portanto, cuidado para não viver somente agradando ao outro e não olhando para si, pois você se acompanha do início ao fim, e que seja no amor e não na dor. Isso não significa que você estará só, mas tenha a certeza (confie) que estará com quem realmente te nutre e te aceita.

A partir do momento em que trazemos para a vida esse movimento de (auto)amor nos salvamos, pois nos conectamos com nossa essência, em consequência (ou sincronicidade) nos conectamos também com pessoas que nos validam por completo, no real e não no ideal – com nossas falhas, erros, acertos, partes boas, marcas de dores, nas imperfeições, não só vendo nossa luz, mas acolhendo nossas sombras e entendendo que seremos sempre inacabados e em constante transform(ação).

O que sou hoje já não é quem era ontem e não será quem serei amanhã, esteja aberto ao novo, ao (re)encontro de si nas tuas diferentes versões. SE AME para amar o outro! O medo vem, eu sei, mas o lema é “vai com medo mesmo”, CONFIA!

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